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Turismo comunitário protege tradições no Rio Tapajós

Turismo comunitário protege tradições no Rio Tapajós

Turismo comunitário protege tradições no Rio Tapajós

O casal Dórisson Borari e Maria Munduruku utiliza sua residência, a Pousada do Mingote, fundada em 1997 em Alter do Chão, como um exemplo de Turismo de Base Comunitária. O local destaca elementos culturais como o Arco do Sairé, simbolizando o sincretismo entre crenças indígenas e católicas, enquanto o casal atua como guardião da memória local contra práticas predatórias que ameaçam o modo de vida tradicional.

A atuação política da comunidade é expressiva. Em janeiro de 2025, Dórisson participou da ocupação de quase 2 mil indígenas no terminal da Cargill, em Santarém, exigindo a revogação do Decreto Federal nº 12.600/2025. O movimento, bem-sucedido após um mês de mobilização, opôs-se à inclusão de rios amazônicos no Programa Nacional de Desestatização, visando impedir a dragagem e o avanço do agronegócio sobre territórios protegidos.

O modelo de turismo comunitário em Santarém, que recebeu 312 mil visitantes em 2025 com uma movimentação de R$ 202 milhões, é apoiado pelo Sebrae. Iniciativas como a Casa do Eltom, em Piquiatuba, e o trabalho de guias como Davi Sóstenes e Joacy Rodrigues reforçam a economia local e a preservação ambiental, garantindo que os recursos permaneçam na própria comunidade e promovam o desenvolvimento sustentável da região.

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