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TV 3.0 na Copa: revolução na transmissão e custo do acesso

TV 3.0 na Copa: revolução na transmissão e custo do acesso

TV 3.0 na Copa: revolução na transmissão e custo do acesso

A Copa do Mundo de 2026 se aproxima com a transmissão televisiva mais fragmentada da história brasileira. Globo e SBT exibirão os jogos em TV aberta, enquanto YouTube, CazéTV e outros streamings oferecerão o conteúdo gratuitamente. Essa diversidade de plataformas, no entanto, gera um desafio técnico: cada uma entrega o sinal com um atraso diferente, resultando em latência variável para o espectador.

Lucy Tabuti, coordenadora do curso de Ciências de Dados e Negócios da ESPM, explica as razões para essa disparidade e as inovações trazidas pela TV 3.0. O atraso na transmissão, que varia entre as plataformas, é inerente à tecnologia utilizada. A TV aberta, por exemplo, recebe o sinal diretamente pelo cabo, com um atraso estimado de 3 a 4 segundos em relação ao evento ao vivo. O rádio, por não necessitar de sinal de vídeo, é ainda mais rápido, com uma defasagem de apenas 1 a 2 segundos.

Nos serviços de streaming, a fragmentação do conteúdo em blocos e o armazenamento temporário antes da exibição aumentam consideravelmente o tempo de latência. Para mitigar essa diferença na Copa, as plataformas digitais investiram em infraestrutura, adquirindo equipamentos e implementando protocolos de comunicação que garantem maior volume e velocidade na transmissão de dados.

A grande novidade tecnológica desta edição é a TV 3.0, cujo decreto regulamentador foi assinado em agosto de 2025. As primeiras transmissões experimentais ocorreram em Brasília em abril deste ano, com previsão de chegada do sinal comercial nas capitais como São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília ainda em junho. Este novo padrão permitirá ao espectador escolher câmeras, ângulos e informações, além de visualizar outros jogos em janelas simultâneas. No entanto, como nenhuma TV fabricada no Brasil é compatível, será necessário adquirir um conversor externo, estimado entre R$ 300 e R$ 400.

A perspectiva para futuras Copas do Mundo aponta para uma imersão ainda maior. Tabuti vislumbra experiências com realidade virtual e aumentada, proporcionando ao espectador a sensação de estar presente no estádio.

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