Uso excessivo de telas causa olho seco infantil
O uso prolongado de celulares e tablets por crianças e adolescentes tem provocado uma redução na frequência do piscar, hábito involuntário essencial para a lubrificação ocular. Esse comportamento tem gerado um aumento nos diagnósticos de olho seco em consultórios de oftalmologia pediátrica.
A condição, caracterizada pela evaporação excessiva das lágrimas ou produção insuficiente, causa sintomas como sensação de areia, ardência, coceira, vermelhidão e visão embaçada. Segundo a oftalmologista Ana Paula Silverio, o posicionamento das telas próximas ao rosto agrava a evaporação lacrimal, sendo os celulares os dispositivos com maior potencial de dano, especialmente quando utilizados em ambientes com pouca iluminação.
Embora o cenário atual torne difícil a exclusão total da tecnologia, a especialista defende a redução do tempo de exposição. A Sociedade Brasileira de Pediatria recomenda um limite máximo de duas horas diárias de telas para crianças acima de 6 anos e adolescentes.

