Venezuela e EUA fecham acordo histórico para produção de petróleo
A Venezuela anunciou um acordo histórico com o governo dos Estados Unidos que visa o renascimento da nação, segundo a presidente interina Delcy Rodríguez. O pacto ocorre quase nove meses após a captura do presidente Nicolás Maduro pelo exército norte-americano.
Em comunicado divulgado na sexta-feira (28), Rodríguez revelou que o acordo permitirá um aumento considerável da produção de petróleo com a participação de operadores privados. A dirigente prevê um investimento de mais de US$ 100 bilhões de dólares e mais de US$ 209 bilhões em receitas fiscais para o Estado.
A líder expressou gratidão a Donald Trump e ao chefe da diplomacia dos Estados Unidos, Marco Rubio, pela disponibilidade em desenvolver uma aliança descrita como um marco histórico nas relações bilaterais. Rodríguez afirmou que o acordo foi assinado graças ao fortalecimento das relações entre Caracas e Washington, que retomaram formalmente os laços diplomáticos em março, após um hiato de sete anos.
O protocolo facilitará um fluxo significativo de investimentos destinados à recuperação e reconstrução da infraestrutura estratégica para o desenvolvimento da indústria de hidrocarbonetos da Venezuela, que possui uma das maiores reservas de petróleo do mundo, estimada em 303 bilhões de barris.
O objetivo é avançar para a consolidação de uma potência energética produtiva, colocando as reservas ao serviço do desenvolvimento nacional, da criação de emprego, do aumento do rendimento dos trabalhadores e do bem-estar dos venezuelanos. A Venezuela está, assim, consolidando uma nova etapa de recuperação, crescimento, produção, segurança e prosperidade.
A presidente interina informou que o país está produzindo 1,23 milhão de barris por dia, o nível mais elevado desde fevereiro de 2019. Horas antes, Donald Trump anunciou o fechamento “do maior acordo de petróleo da história mundial”, para assumir o controle de 65 bilhões de barris das reservas venezuelanas. Trump enfrenta pressão crescente para lidar com os elevados preços da gasolina.
As reservas estratégicas de petróleo norte-americanas caíram no início de agosto para menos de 300 milhões de barris. Especialistas apontam que, ao contrário de outras regiões, as reservas de petróleo venezuelano estão em grande parte mapeadas, mas a infraestrutura precária limita a produção a cerca de 1% do petróleo mundial.

