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Acordo no Congresso evita uso de Fundo Social para dívidas rurais

Acordo no Congresso evita uso de Fundo Social para dívidas rurais

Acordo no Congresso evita uso de Fundo Social para dívidas rurais

O Congresso Nacional e o Poder Executivo chegaram a um acordo para remover a previsão de utilização de recursos do Fundo Social do projeto que trata da renegociação de dívidas rurais. A equipe econômica do governo federal havia manifestado questionamentos sobre essa possibilidade de uso dos fundos.

A senadora Tereza Cristina (PP-MS) confirmou a informação nesta terça-feira (26), após uma reunião realizada no Ministério da Fazenda, que contou com a participação de parlamentares e representantes do governo. O relator do projeto, senador Renan Calheiros (MDB-AL), informou que a expectativa é retomar a discussão do texto nesta quarta-feira (27), na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, com um entendimento consolidado entre as partes.

A proposta original previa a aplicação de recursos do Fundo Social para viabilizar o programa de renegociação das dívidas do setor agropecuário. Criado para receber parte das receitas do petróleo do pré-sal, o Fundo Social financia áreas como educação, saúde, habitação popular, meio ambiente e combate à pobreza. A utilização desses fundos para o programa rural enfrentava resistência da equipe econômica, que defendia a preservação da finalidade original do mecanismo.

Com o acordo firmado, o trecho que previa o uso do Fundo Social será retirado do projeto. O líder do governo na Câmara, Paulo Pimenta (PT-RS), indicou que o Tesouro Nacional poderá buscar diferentes fontes de recursos para custear a iniciativa. Ele afirmou que o valor a ser definido dependerá dos critérios que estão sendo debatidos.

Ainda não há uma estimativa oficial do volume total de dívidas que poderão ser renegociadas. Na semana passada, o governo já havia acordado o aumento do prazo de carência (início do pagamento das parcelas) de um para dois anos e o prazo de pagamento das dívidas renegociadas de seis para até dez anos. As taxas de juros deverão variar conforme o porte do produtor rural, com critérios finais ainda em discussão. Uma proposta em análise prevê prioridade para produtores que tiveram duas safras afetadas por eventos climáticos extremos, garantindo a eles condições mais favoráveis no programa.

Produtores que não se enquadrarem nesses critérios também poderão aderir ao refinanciamento, mas sob condições distintas. O avanço do tema por meio do projeto de lei em tramitação, com o acordo costurado entre Congresso e governo, reduz a necessidade de edição de uma medida provisória para tratar da renegociação das dívidas rurais, segundo Renan Calheiros.

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