Quênia autoriza instalação americana de quarentena contra ebola
O governo do Quênia autorizou os Estados Unidos a estabelecer uma base de quarentena em uma instalação da Força Aérea em Laikipia, destinada a norte-americanos expostos ao vírus ebola. A unidade, com capacidade para 50 leitos, está prevista para entrar em operação nesta sexta-feira, em meio aos esforços globais para conter o surto da cepa Bundibugyo na República Democrática do Congo.
A medida gerou controvérsias locais, com o Instituto Katiba e o Sindicato Médico do Quênia questionando a soberania do país diante da instalação. Especialistas como o médico Craig Spencer alertaram que políticas restritivas podem desencorajar profissionais de saúde a atuarem no combate à doença, que já soma 1.077 casos suspeitos e 246 mortes, conforme dados da OMS.
Enquanto o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, viaja para a província de Ituri, a resposta humanitária enfrenta dificuldades logísticas e financeiras. Jean Kaseya, do CDC África, criticou a redução de promessas de financiamento global de 500 para 290 milhões de dólares, além de questionar as restrições de voos que prejudicam o envio de suprimentos médicos para áreas afetadas pelo conflito armado com grupos como o M23.
