Calor extremo desafia atletas na Copa do Mundo
A Copa do Mundo começa na quinta-feira (11) enfrentando condições climáticas severas, como calor extremo, umidade sufocante e risco de tempestades que podem interromper partidas nos Estados Unidos, México e Canadá. Previsões indicam temperaturas acima da média e umidade vinda do Golfo do México, aumentando a preocupação com o bem-estar dos atletas.
Especialistas utilizam o índice de temperatura de bulbo úmido para medir o estresse térmico, que considera calor, umidade, luz solar e vento. O professor Chris Minson, da Universidade de Oregon, explica que 75% da energia gasta por atletas vira calor interno. Em cidades como Houston, Miami, Dallas e Monterrey, a alta umidade dificulta a evaporação do suor, sistema natural de resfriamento do corpo humano.
Um estudo da Climate Central aponta que mudanças climáticas elevaram os riscos em 97 das 104 partidas. O jogo Uruguai e Espanha, em 26 de junho, possui 70% de chance de ter o desempenho afetado pelo calor. Segundo o professor Ryan Calsbeek, do Dartmouth College, o clima deve tornar os jogos mais lentos, uma vez que quase metade das partidas terá temperaturas superiores a 28 graus Celsius, prejudicando a velocidade e a recuperação dos jogadores.
