Brasil contesta tarifaço comercial proposto pelos Estados Unidos
O governo brasileiro enviou um documento oficial aos Estados Unidos contestando a proposta de um tarifaço de 25% contra produtos nacionais, sugerida pelo Representante Comercial dos EUA (USTR). Segundo o Itamaraty, a medida, que baseia-se em uma investigação iniciada no governo de Donald Trump, prejudicaria as próprias empresas norte-americanas, impondo custos reais à economia estadunidense.
O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, ressaltou em relatório de 29 páginas que 43 empresas e associações comerciais dos EUA pediram a exclusão de produtos dessa taxação, citando a ausência de substitutos nacionais. O governo brasileiro também refutou alegações de que o Pix discriminaria empresas estrangeiras, apontando que companhias como Google Pay Brasil e Visa já operam no sistema, e comparou a ferramenta ao FedNow, infraestrutura pública de pagamentos mantida pelo Federal Reserve.
Além disso, o Brasil defendeu a legitimidade das decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) contra plataformas digitais, rebatendo críticas sobre a transparência do Judiciário. O Itamaraty também refutou acusações relacionadas ao combate à corrupção, desmatamento ilegal e acordos comerciais com México e Índia, argumentando que o tarifaço possui motivações políticas e que a aplicação de leis internas é uma consequência comum da soberania nacional, não configurando práticas desleais de comércio.
