Trabalhadores do Rio Sem LGBTIfobia realizam protesto por salários
A Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos do Rio de Janeiro (Sedsodh) informou, nesta quinta-feira (2), que o modelo de gestão e contratação do programa Rio Sem LGBTIfobia está em revisão. A medida ocorre após a análise de contratos e como resposta ao estado de greve decretado pelos trabalhadores desde o dia 1º, que reivindicam o pagamento de salários referentes aos meses de abril, maio e junho.
Em manifestação realizada em frente ao Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ), onde o governador interino, desembargador Ricardo Couto, despacha, os funcionários cobraram a regularização dos repasses financeiros e a continuidade das contratações suspensas, previstas em processo seletivo de 2025. O governo estadual afirmou que trabalha junto à Procuradoria-Geral do Estado (PGE) para garantir a manutenção dos serviços e a regularização de pendências.
O programa, instituído pela Lei Estadual nº 9.496/2021 e executado em parceria com a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), possui mais de 300 profissionais distribuídos em 24 equipamentos. Com um histórico de 17.643 atendimentos em 2024 e 12.470 em 2025, os trabalhadores alertam que a interrupção dos repasses coloca em risco uma política pública consolidada que oferece apoio psicológico, jurídico e social à população LGBTI+.
