Árbitro somali barrado por autoridades dos Estados Unidos
O árbitro somali Omar Abdulkadir Artan, eleito o melhor da África em 2025, foi impedido de ingressar nos Estados Unidos para atuar na Copa do Mundo. A decisão foi tomada pelo Serviço de Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA no último fim de semana, frustrando a expectativa de que ele se tornasse o primeiro profissional do país a apitar no torneio.
O governo do presidente Donald Trump justificou o veto alegando que Artan possui conexões com suspeitos de integrar organizações terroristas. A medida reflete a rigidez das políticas migratórias vigentes, que incluem uma proibição de viagens para cidadãos de 12 países, entre eles a Somália, fato que impacta a organização do evento esportivo sediado também por México e Canadá.
Após retornar a Mogadíscio, Artan classificou o ocorrido como destino e agradeceu o respaldo da Fifa. Apesar das tentativas de negociação por parte do governo da Somália, um porta-voz da entidade máxima do futebol confirmou que o árbitro está fora da competição, gerando forte descontentamento e críticas entre torcedores e apoiadores somalis.
