Banco Central exige auditoria externa em empresas de criptoativos
A partir de 1º de junho, as Sociedades Prestadoras de Serviços de Ativos Virtuais (SPSAVs) deverão apresentar um relatório de asseguração razoável para obter autorização de funcionamento. A medida, estabelecida pelo Banco Central nesta sexta-feira (29), exige que o documento seja elaborado por uma auditoria independente registrada na Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
A auditoria atuará como uma avaliação técnica externa para verificar a eficácia dos mecanismos de prevenção a crimes financeiros. O objetivo é assegurar que as corretoras possuam controles adequados contra a lavagem de dinheiro e o financiamento ao terrorismo, monitorando transações suspeitas e cumprindo integralmente a legislação brasileira.
Esta exigência integra o conjunto de normas que regulamenta o setor de ativos virtuais no país, iniciado em 2023. O Banco Central busca alinhar o mercado brasileiro aos padrões internacionais, aumentando a transparência e a confiabilidade após medidas anteriores que já impuseram regras similares às das instituições financeiras tradicionais para estas plataformas.
