Bolsa cai com tensões geopolíticas no Oriente Médio
O Ibovespa recuou 1,19% nesta segunda-feira (11), fechando aos 181.908 pontos, o menor patamar desde 27 de março. A queda reflete a cautela de investidores diante do agravamento das tensões diplomáticas entre Estados Unidos e Irã. O clima de aversão ao risco foi intensificado após o presidente Donald Trump rejeitar a proposta iraniana para o fim do conflito, classificando o termo como totalmente inaceitável.
A valorização do petróleo, que avançou 2,88% no barril Brent (US$ 104,21) e 2,78% no WTI (US$ 98,07), pressionou os ativos brasileiros devido ao temor inflacionário. O cenário de incerteza global gera preocupações sobre a manutenção de taxas de juros elevadas tanto nos Estados Unidos quanto no Brasil, dificultando cortes na Selic e prejudicando papéis sensíveis aos juros na B3.
Apesar do cenário adverso na bolsa, o dólar manteve-se estável, cotado a R$ 4,891, com leve baixa de 0,10%. A resiliência cambial é atribuída ao diferencial de juros entre Brasil e Estados Unidos. O Boletim Focus, do Banco Central, reforçou essa perspectiva ao reduzir a projeção para a moeda estadunidense no fim do ano de R$ 5,25 para R$ 5,20, mesmo diante da saída de capital estrangeiro observada nos primeiros pregões de maio.
