Brasil contesta tarifas impostas por Donald Trump
Negociadores brasileiros avaliam que a imposição de tarifas sobre produtos nacionais pelos Estados Unidos possui um viés político vinculado às eleições presidenciais de 2026 no Brasil. O governo brasileiro mantém tratativas com a Casa Branca para reverter a taxação adicional de 25% recomendada pelo Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR), sob o argumento de que um acordo comercial seria mais benéfico para ambas as nações.
O Itamaraty classificou a medida como uma tentativa de interferência externa na justiça brasileira. O governo argumenta que as taxas são infundadas, destacando que a tarifa média aplicada pelo Brasil sobre importações norte-americanas é de apenas 2,7%. A disputa também envolve a Seção 301 da Lei de Comércio dos EUA, com Washington alegando práticas desleais, incluindo críticas ao sistema Pix para favorecer empresas de pagamento estadunidenses.
O cenário é interpretado pelo Brasil como parte da política de segurança nacional de Donald Trump, que busca reforçar a influência dos EUA na América Latina e distanciar a região da China. O governo americano vê a eleição brasileira como um teste estratégico, e documentos repercutidos por Trump indicam que a derrota de Luiz Inácio Lula da Silva atenderia aos interesses da Casa Branca. O prazo final para a definição das tarifas é 15 de julho.
