Brasileiros sentem impacto das mudanças climáticas no cotidiano
Oito em cada dez brasileiros, totalizando 85% da população, já notam interferências das mudanças climáticas em seu dia a dia. Deste total, quase metade (46%) avalia esse impacto como intenso. A pesquisa, realizada pelas equipes do Aurora Lab e da More in Common, focou na transição energética de fontes sujas para limpas e foi obtida com exclusividade pela Agência Brasil.
Entre as principais reclamações apontadas pelos 2.630 participantes ouvidos como resultado das mudanças climáticas, destacam-se… (aqui seriam listadas as reclamações específicas se estivessem no texto original). Sete em cada dez brasileiros (67%) confiam que o governo deve ser o principal responsável por garantir a proteção de trabalhadores nesse contexto. Empregadores (7%) e grupos auto-organizados, como os de direitos socioambientais (menos de 6%), foram outras fontes indicadas para essa função.
A pesquisa, que será lançada em São Paulo, também revelou uma elevada consciência sobre a necessidade de transformar os modelos de produção e consumo da sociedade para enfrentar a crise climática, com 93% reconhecendo essa urgência. Desses, 74% concordam totalmente com a afirmação. Uma parcela de 67% acredita que essas mudanças trarão benefícios para a classe trabalhadora, como a abertura de novas vagas, enquanto apenas 10% preveem o efeito contrário.
A análise indica que 45% dos entrevistados acreditam que a transição energética promoverá a redução das desigualdades sociais, em contraponto a 40% que preveem a manutenção ou aumento (23% acreditam que vão aumentar + 17% que não vão mudar). Gabriela Vuolo mencionou que parte dos respondentes imagina até mesmo um aumento nos salários. Apesar da disseminação de fake news, 69% dos brasileiros confiam na ciência e em universidades como fontes de informação sobre clima, superando as redes sociais (65%).
As entrevistas foram realizadas entre maio e setembro de 2025 com pessoas com 16 anos ou mais em nove capitais: Belém, Brasília, Fortaleza, Natal, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo. Os resultados serão compartilhados no encontro “Quem move o Brasil? Debates sobre Trabalho, Energia e Desenvolvimento”.
