Ministra Margareth Menezes destaca papel da cultura
A ministra da Cultura, Margareth Menezes, ressaltou a importância dos saberes tradicionais e populares na 6ª edição da Teia Nacional dos Pontos de Cultura, realizada em Aracuz, no Espírito Santo. O evento, com foco em justiça climática, reuniu representantes de povos indígenas, comunidades quilombolas, ribeirinhas e periféricas para discutir o enfrentamento da crise climática a partir das culturas tradicionais.
Em entrevista à Agência Brasil, Menezes enfatizou que o investimento em cultura é um vetor de qualificação e emancipação, inclusive no aspecto financeiro. Ela destacou o potencial das artes e da cultura para promover mudanças de comportamento em relação à natureza e a importância de valorizar os exemplos de preservação transmitidos por povos originários e outras linguagens culturais.
A ministra também abordou a relevância de valorizar as culturas dos povos originários e de matriz africana como base da identidade brasileira, guardiãs de memórias e conhecimentos transmitidos por gerações. A criação da Política Nacional para as Culturas Tradicionais e Populares e a construção do Plano Nacional das Culturas Indígenas foram citados como marcos importantes para a proteção e ampliação dessas manifestações culturais.
Menezes celebrou o crescimento do número de pontos de cultura credenciados, que saltou de 4 mil para 16 mil sob sua gestão, evidenciando a vitalidade da cultura brasileira, com projeção internacional. Ela também mencionou os avanços na aplicação das leis Paulo Gustavo e Aldir Blanc, que levaram recursos diretos do Ministério da Cultura a 96% das cidades brasileiras, e a nacionalização do mecanismo de fomento da lei Rouanet, fortalecendo o setor cultural em todos os estados.
A ministra concluiu que investir em cultura é investir no ser humano, promovendo qualificação, emancipação, geração de emprego e renda, além de impulsionar a economia criativa e o seu aspecto financeiro. A política do Cultura Viva, que completa 22 anos, tem repercussão em 14 países, com a recente inauguração do primeiro ponto de cultura brasileiro na Ásia, em Xangai.
