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Desafios contemporâneos da luta antimanicomial no Brasil

Desafios contemporâneos da luta antimanicomial no Brasil

Desafios contemporâneos da luta antimanicomial no Brasil

No Dia Nacional da Luta Antimanicomial, especialistas avaliam que, apesar dos avanços na assistência a transtornos mentais, o Brasil ainda enfrenta barreiras para consolidar um tratamento humanizado. A Lei 10.216/2001, marco legal da reforma psiquiátrica, completou 25 anos, mas o cenário atual revela impasses como a falta de regulamentação das comunidades terapêuticas e a necessidade de maior interlocução governamental com a sociedade civil.

A Rede de Atenção Psicossocial (Raps), composta por estruturas como os Centros de Atenção Psicossocial (Caps) e residências terapêuticas, busca substituir o modelo de internação manicomial. Contudo, entidades como a exemplo da Associação Brasileira de Saúde Mental (Abrasme) criticam a proliferação de comunidades terapêuticas, que, segundo a presidenta Ana Paula Guljor, operam em um limbo legal, recebem verbas públicas de difícil rastreio e frequentemente violam direitos básicos, replicando práticas de exclusão.

Historicamente, o Brasil construiu um modelo baseado no enclausuramento desde o século 19, com instituições como o Hospício Pedro II e o Hospital Colônia de Juqueri, que chegou a abrigar 120 mil pessoas. Embora iniciativas como o Programa De Braços Abertos, lançado em 2014 por Fernando Haddad, tenham demonstrado resultados positivos, especialistas como Moacyr Bertolino alertam que o retorno a práticas conservadoras e o foco excessivo em internações representam retrocessos na política de saúde mental do país.

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