Diretor da OMS avalia risco baixo de Ebola globalmente
O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, declarou que o risco de disseminação do vírus ebola da República Democrática do Congo (RDC) para outras partes do mundo é baixo. O surto da doença na nação africana já dura alguns meses, com mais de 3 mil casos confirmados desde maio deste ano, resultando em cerca de 1,4 mil mortes. A maioria das vítimas está na RDC, mas a doença também atingiu a vizinha Uganda.
Ghebreyesus relembrou que, em 50 anos desde a descoberta do ebola, apenas 30 casos ocorreram fora das regiões de surto na África. Ele ressaltou, contudo, o alto risco para os países da região, citando a chegada da doença a Uganda como exemplo. O diretor da OMS expressou preocupação com a situação na RDC, apesar dos esforços do governo congolês e da ajuda de parceiros, indicando a necessidade de mais ações. Uganda, segundo ele, está gerenciando a doença e a mantendo sob controle.
A resposta ao surto tem sido dificultada pelos conflitos armados no leste congolês, área focal da doença, o que também causa o deslocamento de milhões de pessoas para acampamentos. Tedros Adhanom Ghebreyesus recebeu nesta segunda-feira, na Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), um título de doutor honoris causa. Eleito diretor-geral da OMS em maio de 2017, Ghebreyesus é o primeiro africano a liderar a organização e coordenou os esforços globais durante a pandemia de covid-19. Anteriormente, foi ministro da Saúde e Ministro das Relações Exteriores da Etiópia.

