Dores menstruais causam faltas escolares em estudantes brasileiras
Pesquisa do Instituto Alana, em parceria com o Instituto Equidade.info, revela que 37,1% das alunas do ensino fundamental e médio faltam às aulas mensalmente devido a dores menstruais. O levantamento, realizado com 2.551 estudantes, aponta que 60% relatam cólicas fortes ou moderadas que interferem na rotina escolar e exigem medicação.
O estudo identifica uma disparidade racial, onde alunas negras faltam até 1,5 vez mais que alunas brancas, perdendo de dois a cinco dias por mês. Sofia Reinach, líder do Instituto Alana, alerta que a normalização da dor impede o diagnóstico precoce de condições como a endometriose, que pode levar até 12 anos para ser identificada.
O relatório destaca ainda que 16,9% das gestoras escolares e 12,1% das professoras já faltaram ao trabalho por motivos menstruais. A recomendação do instituto é a implementação de políticas públicas de saúde menstrual nas escolas, com protocolos de faltas justificadas e orientação contínua para combater o estigma e a pobreza menstrual.
