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Economistas criticam PEC que aumenta autonomia financeira do BC

Economistas criticam PEC que aumenta autonomia financeira do BC

Economistas criticam PEC que aumenta autonomia financeira do BC

Um grupo de renomados economistas, incluindo Luiz Carlos Bresser-Pereira e Luiz Gonzaga Belluzzo, manifestou forte oposição à PEC 65 de 2023, que tramita no Senado. O documento alerta que a autonomia financeira e orçamentária do Banco Central, proposta pela medida, pode facilitar a cooptação da autoridade monetária pelo setor financeiro, além de comprometer a transparência e a manutenção de taxas de juros elevadas no Brasil.

O manifesto aponta que a PEC 65 fragiliza a fiscalização e o controle social ao retirar o orçamento do BC da Lei Orçamentária Anual, enfraquecendo a jurisdição do Tribunal de Contas da União. Entre 2017 e 2025, o BC obteve R$ 23,3 bilhões anuais via senhoriagem, enquanto seu orçamento operacional foi de R$ 4,8 bilhões. A proposta é defendida pelo presidente da instituição, Gabriel Galípolo, e por entidades como a ABBC e a Febraban, sob o argumento de garantir recursos para a missão do órgão.

Especialistas refutam a justificativa de que a medida segue práticas internacionais, afirmando que nenhum dos principais bancos centrais do mundo, como os dos EUA, Reino Unido, Zona do Euro ou Japão, acumula tamanha autonomia financeira, isenção orçamentária e blindagem. O texto também cita preocupações sobre a emenda do Banco Master, apresentada pelo senador Ciro Nogueira, e ressalta o risco de um conflito de interesses entre o papel fiscalizador do BC e as instituições financeiras que passariam a influenciar sua estrutura orçamentária.

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