Exercito mantém patrulhamento em fronteiras sob restrição orçamentária
O Exército brasileiro mantém suas atividades permanentes de vigilância e fiscalização nas fronteiras do país, apesar do contingenciamento de R$ 4,3 bilhões no orçamento do Ministério da Defesa, anunciado pelo Executivo no final de maio. A Operação Escudo, que engloba patrulhamentos fluviais e ações de reconhecimento, segue ativa para assegurar a presença do Estado na região e combater o narcotráfico, o tráfico de armas e crimes ambientais.
Embora as atividades rotineiras estejam garantidas, o comando do Exército avalia a viabilidade de novas ações de intensificação planejadas, mas ainda não iniciadas. Essas operações extras sofrem impacto direto do bloqueio orçamentário. O governo federal totalizou um contingenciamento de R$ 23,7 bilhões em 2026, medida imposta pelo arcabouço fiscal para conter a dívida pública, embora economistas apontem que os juros elevados praticados pelo Banco Central exercem maior pressão sobre a dívida do que as despesas discricionárias em áreas como defesa e segurança.
O bloqueio orçamentário foi justificado pelos Ministérios da Fazenda e do Planejamento pela necessidade de acomodar o crescimento de gastos obrigatórios, como o Benefício de Prestação Continuada, com alta de R$ 14,1 bilhões, e benefícios previdenciários, com acréscimo de R$ 11,5 bilhões. Em contrapartida, a equipe econômica revisou para baixo as despesas com pessoal e encargos sociais do funcionalismo público, prevendo uma redução de R$ 3,8 bilhões.
