Impacto do Super El Niño eleva riscos de mortalidade
O Laboratório de Impacto Climático da Universidade de Chicago projeta que o Super El Niño pode provocar até 13,3 mil mortes no Brasil até fevereiro de 2027. O fenômeno, marcado pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico, coloca o país na quinta posição global entre as nações mais afetadas, sendo a região Norte e o Nordeste os pontos de maior preocupação, com destaque para o Pará, Maranhão, Amazonas e Bahia.
Michael Greenstone, cofundador do laboratório, destaca que a previsão reflete um cenário crítico onde dias extremamente quentes devem dobrar de frequência. Globalmente, estima-se que 451 mil vidas estejam em risco. Para mitigar os danos, o governo brasileiro instalou bases da Força Nacional do Sistema Único de Saúde, equipadas para atuar em emergências durante o verão, período considerado o mais crítico pelo estudo.
Especialistas alertam que o fenômeno serve como um indicativo das temperaturas futuras decorrentes das mudanças climáticas. Recomenda-se a implementação urgente de alertas de calor, centros de resfriamento e pontos de hidratação. A professora da Universidade da Califórnia, Berkeley, reforça a necessidade de mobilização imediata de recursos para ferramentas de planejamento que visam proteger populações vulneráveis.

