Irã fecha Estreito de Ormuz após ataques em sul do Líbano
O Irã anunciou o fechamento do Estreito de Ormuz em resposta a ataques atribuídos a Israel no sul do Líbano. Segundo o governo iraniano, a ação representa uma violação do memorando de entendimento assinado com os Estados Unidos. O Estado-Maior central de Khatam al-Anbiya declarou em comunicado divulgado pela televisão estatal que a medida é uma resposta à violação dos compromissos pelo “inimigo”.
O exército iraniano criticou a postura dos Estados Unidos, afirmando que o primeiro e fundamental ponto do memorando de entendimento, que previa a garantia de cessar-fogo por Israel no Líbano, não foi cumprido. O Exército de Israel, por sua vez, justificou os bombardeios como retaliação a ataques do movimento xiita libanês Hezbollah, que resultaram na morte de mais de 50 pessoas em 24 horas, de acordo com o Ministério da Saúde do Líbano.
O Ministério dos Negócios Estrangeiros do Irã reiterou que não assinou um acordo com os EUA para que este não fosse cumprido. A justificativa para o fechamento do Estreito de Ormuz incluiu a “violação implacável e contínua do cessar-fogo pelo regime sionista no Sul do Líbano” e o “brutal assassinato e deslocamento de centenas de milhares de pessoas oprimidas”, após a recusa das forças israelenses em retirar-se dos territórios. A reabertura do estreito estava prevista no memorando assinado em 17 de julho pelos presidentes Donald Trump e Masoud Pezeshkian, visando o início de negociações de paz no Oriente Médio.
