Itamaraty contesta novas tarifas dos Estados Unidos ao Brasil
O Ministério das Relações Exteriores (MRE) contestou oficialmente a decisão do Escritório de Comércio dos Estados Unidos (USTR) de aplicar tarifas adicionais de 10% a 12,5% sobre produtos brasileiros. A medida americana, anunciada na terça-feira (2), baseia-se em alegações de falhas no combate ao trabalho forçado, atingindo também outros 58 países e a União Europeia.
Em nota, o Itamaraty refutou a acusação, destacando que o Brasil é reconhecido pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) como referência global no enfrentamento ao trabalho forçado. O governo brasileiro enfatizou que possui arcabouço legal para impedir a entrada de mercadorias irregulares e mantém compromissos internacionais de combate a essas práticas, inclusive em acordos com a União Europeia e a EFTA.
Além das tarifas por trabalho forçado, os EUA ameaçaram taxar o Brasil em 25% sob alegação de práticas desleais, citando o uso do PIX e o desmatamento. Diante do cenário, o governo brasileiro sinalizou a possibilidade de recorrer à Lei de Reciprocidade, que autoriza medidas contra barreiras unilaterais, enquanto reafirma o compromisso de manter a cooperação técnica com o Departamento de Trabalho dos EUA.
