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Legado da primeira medalha paralímpica brasileira é homenageado

Legado da primeira medalha paralímpica brasileira é homenageado

Legado da primeira medalha paralímpica brasileira é homenageado

O Brasil consolidou-se como uma das cinco maiores potências do esporte adaptado mundial ao encerrar a Paralimpíada de Paris 2024. O sucesso atual é fruto de uma trajetória iniciada há 50 anos, quando Robson Sampaio de Almeida e Luiz Carlos da Costa conquistaram a primeira medalha brasileira na história: uma prata no lawn bowls, modalidade semelhante à bocha, durante os Jogos de Toronto em 1976.

A história de superação começou com o Clube do Otimismo, fundado por Robson Sampaio de Almeida em 1958, no Rio de Janeiro. Após sofrer um acidente de trabalho nos Estados Unidos que o deixou paraplégico, Robson utilizou sua indenização para criar a instituição, voltada a pessoas com deficiência sem recursos para reabilitação. Sua filha, Noêmia, recorda que o atleta precisava bater de porta em porta em busca de apoio político para financiar uniformes e passagens para as competições.

A evolução do movimento paralímpico no Brasil ganhou força com a criação do Comitê Paralímpico Brasileiro em 1995 e sua inclusão na Lei Pelé em 1998. Posteriormente, a Lei Agnelo Piva, de 2001, assegurou recursos de loterias federais, permitindo avanços como a inauguração do CT Paralímpico em 2016. Hoje, a estrutura serve como legado dos Jogos do Rio de Janeiro, oferecendo treinamento especializado a jovens de 7 a 17 anos com deficiências física, visual e intelectual.

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