Lideranças globais do futebol se distanciam de Gianni Infantino
A crise na Fifa se intensificou após a proposta de Gianni Infantino de vender participação na Copa do Mundo. Embora tenha desistido do plano de arrecadar 4,2 bilhões de dólares, equivalente a 24,8 bilhões de reais, o dirigente de 56 anos enfrenta um distanciamento crescente de influentes líderes do futebol mundial.
Internamente, o secretário-geral Mattias Grafstrom apelou pela união das 211 federações-membro, enquanto Arsene Wenger afirmou não ter tido conhecimento prévio da proposta. A falta de transparência sobre o projeto gerou duras críticas da Uefa, da Concacaf e da Confederação Asiática, levando entidades a questionarem a continuidade de Infantino no comando da organização.
Enquanto confederações europeias, como a FA da Inglaterra, retiraram o apoio à reeleição do dirigente, nações como Marrocos, Catar, Kuwait, Líbano e Sri Lanka mantiveram respaldo ao suíço-italiano. Diante do desgaste, a Uefa solicitou a preservação de documentos relacionados ao plano, mantendo viva a tensão política que coloca em risco a atual gestão iniciada em 2016.

