Lula defende soberania nacional em discurso no G7
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu, durante reunião do G7 em Évian, que o enfrentamento ao narcotráfico, à lavagem de dinheiro e ao tráfico de armas deve ser conduzido com respeito à soberania dos Estados. O mandatário ressaltou que essas ações criminosas transnacionais exigem cooperação internacional, sugerindo o uso da Interpol para localizar ativos e indivíduos envolvidos.
A declaração ocorre em um contexto de tensão diplomática, após os Estados Unidos classificarem o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações narcoterroristas. A medida americana levanta questionamentos sobre uma possível interferência externa, ponto que Lula rebate ao enfatizar a autonomia nacional nas políticas de segurança.
Além do combate ao crime, Lula abordou a agenda de desenvolvimento global, defendendo que países detentores de minerais críticos participem de etapas de maior valor agregado, com foco na industrialização e transferência de tecnologia. O presidente alertou ainda que a inteligência artificial e a revolução digital não devem ser instrumentos de ampliação das desigualdades globais.
