MP-SP investiga falhas em trens da CPTM concedida à Trivia
O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) instaurou um inquérito civil para apurar falhas registradas nas Linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade dos trens paulistanos, ocorridas em 23 de julho. Os incidentes aconteceram três dias após a empresa Trivia Trens assumir a operação.
A Promotoria de Justiça do Consumidor também investigará o período de operação anterior, sob responsabilidade da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), e a atuação da Agência Reguladora de Transportes do Estado de São Paulo (Artesp) e da Secretaria de Transportes Metropolitanos na fiscalização da concessão.
A concessionária informou que a interrupção entre as estações Brás e Sebastião Gualberto, que afetou o Serviço Expresso Aeroporto, foi causada por uma falha de energia. Adicionalmente, um incêndio atingiu um dos trens nas proximidades da Rua Bresser.
Diante dos transtornos, que levaram passageiros a andarem sobre os trilhos e causaram superlotação nas estações, a Artesp determinou que a CPTM retomasse a operação das linhas por um período inicial de até 90 dias. A medida visa garantir a qualidade do serviço e prevenir novas falhas.
A promotoria solicitou à Artesp informações sobre ocorrências desde a operação assistida, procedimentos fiscalizatórios, sanções aplicadas e o histórico de desempenho das linhas desde 2021. À CPTM, foram pedidos esclarecimentos sobre as falhas, relatórios técnicos e plano de ação. A Trivia Trens deverá apresentar um relatório detalhado das falhas, informações sobre o princípio de incêndio, número de reclamações e comprovação de seguro.
O MP-SP destacou que, ainda durante a operação assistida, houve um aumento de 275% nas ocorrências registradas na Linha 11-Coral em relação ao ano anterior, e que as três linhas já enfrentavam problemas operacionais quando administradas pela CPTM.

