Omã propõe gestão conjunta do Estreito de Ormuz ao Irã
Omã apresentou ao Irã uma proposta para a criação de um mecanismo regional conjunto dedicado à gestão do Estreito de Ormuz, com a estipulação de taxas voluntárias. A informação foi divulgada por uma fonte do Golfo Pérsico à Reuters nesta terça-feira (28).
A iniciativa omita, que conta com apoio regional, foi apresentada a autoridades iranianas em Teerã no fim de semana. O objetivo é evitar que o Irã exerça controle exclusivo sobre essa rota marítima estratégica.
Inspirada no modelo do Estreito de Malaca, administrado conjuntamente por Indonésia, Malásia e Cingapura, a proposta prevê que os usuários do Estreito de Ormuz contribuam voluntariamente para um fundo. Esse fundo financiaria a gestão da navegação, a proteção ambiental e os serviços de busca e resgate.
A administração do Estreito de Ormuz, por onde transitava um quinto do petróleo e gás natural liquefeito globais antes da guerra entre Israel e os Estados Unidos contra o Irã, tornou-se um ponto crucial nas negociações para o fim do conflito e uma fonte de tensão.
O Irã sustenta que o estreito não pode retornar à situação de navegação irrestrita pré-guerra, enquanto os países do Golfo Pérsico insistem na ausência de taxas obrigatórias para o Irã. O Ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, discutiu a questão com seus homólogos de Omã e da Arábia Saudita na segunda-feira, enfatizando a necessidade de cooperação e diplomacia para a estabilidade regional.
Em paralelo, o presidente dos EUA, Donald Trump, mencionou “boas conversas” com o Irã, indicando a possibilidade de um acordo, mas advertiu sobre a retomada de ataques americanos caso as negociações falhem.

