ONU alerta para aquecimento global e aponta caminhos
A Organização das Nações Unidas (ONU) divulgou um relatório indicando que o aquecimento global ultrapassará o limite de 1,5 graus Celsius em comparação com a era pré-industrial nos próximos anos. No entanto, o documento ressalta que a situação ainda pode ser contida.
Segundo o levantamento, ainda é possível reduzir as temperaturas e atingir as metas estabelecidas no Acordo de Paris de 2015, que visa limitar o aumento da temperatura da Terra a menos de 2 graus, idealmente a 1,5 graus. Para isso, é necessário redobrar esforços, acelerar a eliminação gradual dos combustíveis fósseis, promover a revolução das energias renováveis, reduzir drasticamente a poluição por metano e proteger ecossistemas como terras, florestas e oceanos.
O relatório da ONU alerta que as medidas para limitar o aquecimento devem ser complementadas por políticas de adaptação para mitigar os impactos da crise climática. A ultrapassagem do limite de 1,5 graus agravará eventos climáticos extremos, a destruição de ecossistemas, a submersão de áreas costeiras e insulares, e trará graves consequências para a saúde humana, segurança alimentar e abastecimento de água. O risco de ultrapassar pontos de inflexão irreversíveis, como a perda de calotas polares e a degradação da floresta amazônica, também aumenta significativamente.
Para combater essa ameaça, o relatório propõe três fases de ação simultânea: resposta imediata, adaptação e contenção, e resiliência a longo prazo. Inicialmente, é crucial interromper rapidamente o aquecimento através de uma redução drástica das emissões, buscando emissões líquidas nulas, e implementar medidas urgentes de adaptação para proteger as comunidades e ecossistemas mais vulneráveis. Alcançar emissões líquidas negativas exigirá tanto métodos convencionais, como reflorestamento, quanto métodos inovadores de captura de carbono.
A ONU conclui que os países com maior responsabilidade histórica pelas alterações climáticas e maior capacidade de ação devem liderar com decisão e rapidez. Paralelamente, os países mais afetados pela crise climática devem ser incluídos e respeitados nas tomadas de decisão globais.

