Operação da PF investiga senador Jaques Wagner por corrupção
A nona fase da Operação Compliance Zero, autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal André Mendonça, investiga supostas vantagens indevidas recebidas pelo senador Jaques Wagner (PT-BA). Segundo a Polícia Federal, o parlamentar teria sido beneficiado pelo banqueiro Augusto Ferreira Lima, ex-sócio do Banco Master, em esquemas que envolvem imóveis, aeronaves e pagamentos a terceiros.
As apurações indicam que Wagner teria escolhido um apartamento de R$ 2,45 milhões no residencial Poème Horto, em Salvador, sob intermédio de Lima e seus operadores financeiros. O senador confirmou ter solicitado a compra do imóvel, mas alegou que a intenção era facilitar a aquisição pela filha, negando qualquer vínculo ilícito com o Banco Master. Além do imóvel, a PF aponta o repasse de R$ 5,5 milhões à empresa BN Financeira, vinculada a parentes do político, além do uso de aeronaves e ingressos para shows custeados pelo grupo econômico.
A investigação também analisa se o senador atuou em pautas regulatórias para favorecer o Banco Master, citando emendas à Medida Provisória nº 1.106/2022 e à PEC nº 65/2023. Jaques Wagner refutou as acusações, afirmou estar tranquilo e manteve sua posição como líder do governo no Senado. Em sua residência, a PF apreendeu US$ 49 mil em espécie, valor que, segundo a defesa do senador, provém de diárias oficiais não utilizadas em missões internacionais e recursos próprios devidamente declarados.
