Preço do petróleo dispara com tensões no Oriente Médio
O mercado global de petróleo enfrenta forte volatilidade, com preços atingindo patamares que não eram vistos desde maio. O barril do Brent, referência mundial para 60% das cargas físicas, alcançou US$ 105,70 na quinta-feira (23), enquanto o petróleo Forties do Mar do Norte atingiu US$ 108,77 na sexta-feira (24). A escalada ocorre em meio a preocupações crescentes com a oferta global, exacerbadas por conflitos geopolíticos.
A instabilidade foi agravada por ataques de houthis alinhados ao Irã contra petroleiros no Mar Vermelho e por interrupções nas exportações pelo Estreito de Ormuz após o fracasso de negociações entre Estados Unidos e Irã. Paralelamente, o Cazaquistão reportou uma queda de 50% em sua produção, para cerca de 406 mil barris por dia, devido ao fechamento do terminal CPC Blend no Mar Negro após supostos ataques de drones ucranianos.
Diante do cenário, refinarias na Ásia, incluindo empresas como a sul-coreana SK Energy, buscam garantir suprimentos alternativos, elevando custos de frete e forçando rotas mais longas que contornam a África. A Saudi Aramco tem disponibilizado cargas adicionais no porto de Sidi Kerir, no Egito, para atender à crescente demanda de compradores que tentam mitigar os riscos de desabastecimento causados pela crise logística internacional.

