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Saberes ancestrais oferecem soluções para crise ambiental

Saberes ancestrais oferecem soluções para crise ambiental

Saberes ancestrais oferecem soluções para crise ambiental

Povos indígenas, quilombolas, ribeirinhos e comunidades periféricas apresentaram caminhos para mitigar os efeitos da crise climática e preservar a biodiversidade, baseados em suas culturas tradicionais e participação social. Essas discussões ocorreram na 6ª Teia Nacional dos Pontos de Cultura, promovida pelo Ministério da Cultura (MinC) em Aracruz (ES), no painel “Saberes tradicionais e soluções climáticas”.

Especialistas e representantes dessas populações destacaram a necessidade de investimentos para a manutenção e disseminação de práticas culturais, muitas já reconhecidas como tecnologias sociais e ambientais. Edvando Vieira, da comunidade tradicional de Fundo de Pasto Várzea Grande (BA), afirmou que os saberes locais já oferecem respostas para as demandas territoriais, incluindo práticas de cuidado, manejo sustentável de recursos e estratégias de resiliência contra a emergência climática.

Durante o evento, o Projeto Memória das Águas: Vivências Tupinikim na Aldeia Comboios exemplificou ações de preservação ambiental, do modo de vida e conscientização baseadas em saberes da comunidade, que abriga cerca de 950 pessoas. Hudson Coutinho, vice-presidente da Associação Indígena Tupiniquim de Comboios (AITC), detalhou que os trabalhos envolvem gestão de lixo, reflorestamento e preservação do manguezal.

A Aldeia Comboios ainda sofre com os impactos do rompimento da barragem de Mariana (MG) em 2015, que afetou a pesca, a cata de mariscos e plantações. Segundo Mariana Resegue, diretora executiva da organização C de Cultura, a importância desses saberes e comunidades é clara, mas ainda falta institucionalização e financiamento para garantir transformações concretas, um risco de apenas reproduzir discursos sem garantir avanços.

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