Seleção de Senegal revista rigorosamente ao chegar nos EUA
A chegada da seleção de Senegal aos Estados Unidos para a disputa da Copa do Mundo de 2026 gerou repercussão nas redes sociais e na imprensa internacional. Imagens divulgadas na internet mostram jogadores, comissão técnica e integrantes da delegação sendo submetidos a revistas detalhadas na pista do aeroporto, logo após o desembarque da aeronave.
Relatos indicam que a inspeção foi conduzida por agentes de segurança e imigração dos Estados Unidos, seguindo os protocolos de controle de entrada no país. Embora as autoridades norte-americanas tenham classificado o procedimento como rotineiro, a forma como foi realizado chamou atenção, especialmente em um contexto de questionamentos à política migratória dos EUA às vésperas do Mundial. Senegal está entre os países afetados por restrições e controles migratórios mais rigorosos, o que já havia gerado preocupação no meio futebolístico africano.
Este episódio não é isolado. Recentemente, outras delegações ligadas ao torneio enfrentaram dificuldades. O atacante iraquiano Aymen Hussein foi interrogado por quase sete horas em um aeroporto de Chicago, e um fotógrafo da delegação do Iraque foi impedido de entrar nos Estados Unidos após uma longa inspeção. O árbitro somali Omar Abdulkadir Artan, escalado pela FIFA, teve sua entrada negada mesmo com visto válido, ficando fora da competição e ampliando o debate sobre os critérios de recepção.
Antes de um amistoso contra a Holanda, a delegação do Uzbequistão também passou por uma rigorosa inspeção de segurança na chegada ao estádio, com o uso de cães farejadores e detectores de metais. Em contraste, a seleção da Espanha foi recebida no México em clima festivo, com torcedores, apresentações culturais e mariachis, imagens que viralizaram e reforçaram as críticas à recepção de Senegal.
