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Senadores criticam falta de dados sobre socorro bilionário ao BRB

Senadores criticam falta de dados sobre socorro bilionário ao BRB

Senadores criticam falta de dados sobre socorro bilionário ao BRB

Integrantes da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado criticaram a falta de informações oficiais sobre a real situação financeira do Banco de Brasília (BRB). A demora na divulgação do balanço financeiro de 2025 e a falta de clareza quanto ao tamanho do prejuízo decorrente das negociações com o Master, do banqueiro Daniel Vorcaro, motivaram os senadores a cobrar mais transparência.

“Até agora, não sabemos qual o real tamanho do rombo do BRB e quanto roubaram do banco”, comentou o presidente da comissão, senador Renan Calheiros (MDB-AL), durante audiência pública. Na ocasião, o presidente do BRB, Nelson Antônio de Souza, assegurou que a instituição precisa de R$ 8,8 bilhões de empréstimo. O acordo envolve um empréstimo de R$ 6,6 bilhões do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) ao Governo do Distrito Federal (GDF), com garantia de fiança de sindicato de bancos e contragarantia vinculada às verbas do Fundo de Participação dos Estados e do Distrito Federal (FPE) e do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), sem aval da União.

Com a medida, o GDF se compromete a implementar medidas legais para o controle de despesas públicas, como a não realização de novos concursos públicos e a não concessão de reajustes salariais para servidores. Segundo o STF, eventuais recursos recebidos pelo Distrito Federal por via judicial ou acordos relacionados a prejuízos do BRB deverão ser prioritariamente destinados ao pagamento do empréstimo. A execução do acordo, homologado pelo STF no fim de maio, depende da aprovação do projeto de lei pela Câmara Legislativa do Distrito Federal.

Os R$ 2,2 bilhões restantes virão da securitização da dívida do GDF, através de operação estruturada com o BTG Pactual, que já captou R$ 1,17 bilhão para o banco estatal em maio. Para o senador Izalci Lucas (PL-DF), os termos do acordo comprometem a governança do Distrito Federal, pois “Um empréstimo a ser pago em 15 anos compromete [a gestão dos] próximos três governadores. Fora que não temos o balanço [financeiro do banco], [resultados das] auditorias, informações. Não tem nada. Só a fala de vossa senhoria”. Ele destacou que os recursos deveriam ir para saúde, educação e segurança, “e não para cobrir um roubo”.

A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) cobrou mais transparência, pois a crise do BRB transcende o âmbito distrital, ameaçando cerca de R$ 30 bilhões em depósitos judiciais de quatro estados e do Distrito Federal. O BRB responde por 64% dos financiamentos imobiliários do DF, com carteira de quase R$ 15 bilhões. “Este não é mais só um problema do Distrito Federal. É um problema do Brasil, dos estados que estão preocupados com os depósitos judiciais que estão no BRB. Infelizmente, não dá mais para falar de fraude bancária no Brasil sem citar o BRB […] E não queremos mais ser surpreendidos pela imprensa”, concluiu Damares.

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