Simpósio discute digitalização e futuro da Rádio Nacional
O 7º Simpósio da Rádio Nacional reuniu especialistas, gestores e acadêmicos para debater a preservação da memória radiofônica e os desafios da transformação digital no setor. O evento destacou como a inteligência artificial, os podcasts e a integração multiplataforma estão redefinindo o consumo de áudio, provando que o rádio mantém sua relevância cultural após 90 anos de história.
Cesar Miranda Ribeiro, presidente do Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro, ressaltou a importância do acervo da Rádio Nacional para a formação cultural brasileira. O museu guarda atualmente mais de 53 mil itens, incluindo partituras e acetatos. Paralelamente, Maria Carnevale, gerente de acervo da EBC, detalhou o processo de digitalização de um montante que compreende 7.280 fitas de rolo, 5.969 acetatos, 3.319 CDs e 153 mil páginas de roteiros, revelando que 28,2% desse material já foi digitalizado com suporte de sistemas de metadados.
No âmbito das novas mídias, representantes como Thays Gripp, da Rádio Globo, e Bruno Pinheiro, da Ozen FM, discutiram a convergência tecnológica. A adoção de ferramentas de inteligência artificial tem permitido a distribuição automática de podcasts e mensuração de audiência em tempo real. O debate também incluiu visões internacionais, como a de Gilberto Ramos, da Sputnik Brasil, que reforçou o papel do rádio como uma ferramenta essencial de comunicação global e democrática, capaz de alcançar públicos diversos onde outras plataformas digitais ainda não chegam.
