STF investiga financiamento de filme sobre Jair Bolsonaro
O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), tenta intimar o deputado federal Mário Frias (PL-SP) para prestar esclarecimentos sobre supostas irregularidades em emendas parlamentares destinadas a empresas ligadas à produção do filme biográfico Dark Horse, que retrata a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro. A oficial de justiça responsável pelo caso não conseguiu localizar o parlamentar em seu gabinete na Câmara dos Deputados em três tentativas realizadas entre março e abril.
A investigação, iniciada a partir de uma denúncia da deputada federal Tabata Amaral (PSB-SP), aponta que a organização Academia Nacional de Cultura, presidida por Karina Ferreira da Gama, recebeu recursos parlamentares. Karina também comanda a Go Up Entertainment, produtora do filme. Deputados como Bia Kicis e Marcos Pollon também foram intimados; ambos confirmaram ter indicado emendas, mas negaram irregularidades ou execução de repasses para a obra cinematográfica, classificando a denúncia como infundada.
Novas revelações do portal The Intercept Brasil indicam que o senador Flávio Bolsonaro solicitou ao banqueiro Vorcaro um aporte de R$ 134 milhões para o filme. Áudios revelam cobranças por parte do senador, ocorridas antes da prisão de Vorcaro na Operação Compliance Zero. Mário Frias, roteirista e produtor do longa, negou a participação societária de Flávio Bolsonaro no projeto e afirmou que a obra foi custeada exclusivamente com capital privado, defendendo o padrão hollywoodiano da superprodução.
