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Tecnologia avança no combate a incêndios no Cerrado

Tecnologia avança no combate a incêndios no Cerrado

Tecnologia avança no combate a incêndios no Cerrado

Torres de monitoramento em tempo real, algoritmos de detecção de fumaça e aplicativos offline estão transformando a atuação das brigadas comunitárias no Cerrado. Iniciativas apoiadas pelo Programa Copaíbas aprimoram a resposta a focos de incêndio, reforçando a proteção de unidades de conservação (UCs).

O Programa Copaíbas, que atua na Amazônia e no Cerrado, foca na redução do desmatamento, fortalecimento de UCs e apoio a povos indígenas e populações tradicionais. Gerido pelo Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio) e financiado pela Iniciativa Internacional da Noruega pelo Clima e Florestas, o programa investe desde 2022 em equipamentos e proteção individual para as UCs, além de apoiar ações de Manejo Integrado do Fogo (MIF). Uma chamada em 2025 destinou R$5 milhões a projetos em UCs e seus entornos.

No Parque Nacional da Serra da Bodoquena, Mato Grosso do Sul, uma torre com câmeras de alta resolução e algoritmos identifica sinais de fumaça quase em tempo real, superando o atraso de sistemas via satélite. O sistema, instalado pela Fundação Neotrópica do Brasil, envia alertas imediatos às equipes. O monitoramento alcança cerca de 90% da unidade, com aproximadamente 76 mil hectares. O projeto também inclui formação de brigadas, capacitação e educação ambiental.

O aplicativo Caminho do Fogo, desenvolvido pela Rede Contra Fogo e apoiado pelo Copaíbas, auxilia brigadistas em campo com dados sobre ocorrências, localização e território, permitindo comunicação e registro de operações mesmo sem internet. A ferramenta, em teste no Pará e em Goiás, com previsão de lançamento oficial em julho de 2026, integra informações geográficas, operacionais e de satélite, facilitando o planejamento, combate, prevenção e relatórios. O aplicativo também registra trajetos para facilitar o retorno à base.

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