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Tenistas ameaçam boicote a Roland Garros por premiação maior

Tenistas ameaçam boicote a Roland Garros por premiação maior

Tenistas ameaçam boicote a Roland Garros por premiação maior

A número um do mundo, Aryna Sabalenka, declarou nesta terça-feira (5) que tenistas podem boicotar o Aberto da França caso a premiação em dinheiro do Grand Slam de saibro não seja aumentada. A ameaça surge em meio a um conflito entre os atletas e os organizadores do torneio sobre a distribuição de valores, apesar de um aumento de 9,5% ter elevado a premiação total para 61,7 milhões de euros (R$ 356,6 milhões).

Em nota divulgada na segunda-feira (4), diversos atletas de elite argumentaram que a premiação atual representa menos de 15% da receita do torneio, uma porcentagem significativamente inferior aos 22% exigidos, que igualariam os eventos combinados da ATP e WTA. Questionada sobre a potencial escalada das exigências, Sabalenka expressou a possibilidade de um boicote como única via para a defesa dos direitos dos jogadores, afirmando que “algumas coisas são realmente injustas”.

Apesar das tensões, Sabalenka demonstrou otimismo em relação às negociações em curso, esperando uma “decisão certa” que satisfaça a todos. A Federação Francesa de Tênis foi contatada pela Reuters para comentar o assunto. O aumento de 5,4 milhões de euros em relação a 2025 ainda posiciona Roland Garros atrás de outros Grand Slams, como o Aberto dos Estados Unidos (US$ 90 milhões no ano passado), Wimbledon (53,5 milhões de libras) e o Aberto da Austrália (A$ 111,5 milhões neste ano). Sabalenka enfatizou que os tenistas merecem uma fatia maior, argumentando que “o show é por nossa conta” e que “sem nós não haveria torneio”.

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