Tensão no Estreito de Ormuz eleva preço do petróleo
A Marinha da Guarda Revolucionária do Irã contestou nesta segunda-feira (4) a versão dos Estados Unidos sobre a passagem de navios comerciais estadunidenses pelo Estreito de Ormuz. Enquanto o Comando Central dos EUA afirmou que dois navios atravessaram a região escoltados por navios de guerra, como parte de um plano de Donald Trump, Teerã negou a veracidade da operação.
A estratégia americana, que envolve 15 mil militares e cerca de 100 aeronaves, visa restabelecer o comércio na área, estratégica para 20% do petróleo mundial. Em resposta, o Irã estabeleceu novas fronteiras de controle marítimo. O major-general Ali Abdollahi advertiu que embarcações devem coordenar a passagem com as forças iranianas para evitar riscos de segurança.
O impasse gerou volatilidade no mercado internacional, com o barril do petróleo Brent registrando alta de 5% e superando os US$ 114. Paralelamente, relatos de ataques a embarcações e trocas de acusações entre Washington e Teerã acirram o clima, enquanto autoridades iranianas reforçam que a solução para o bloqueio depende de negociações para encerrar a guerra, inclusive no Líbano.
