Terapia CAR-T Cell apresenta alta eficácia contra linfomas
Um estudo sobre a terapia celular CAR-T Cell, desenvolvido no Hemocentro de Ribeirão Preto em parceria com o Instituto Butantan e o Ministério da Saúde, obteve uma resposta de 87,5% em pacientes com linfoma não Hodgkin. O tratamento é voltado para pacientes que não responderam a métodos convencionais, como quimioterapia, radioterapia e transplante.
O Ministério da Saúde investiu R$ 100 milhões na pesquisa, que ainda está em fase de recrutamento de pacientes. Segundo o ministro Padilha, o acompanhamento deve durar pelo menos um ano após a aplicação para garantir segurança e eficácia. A estimativa é de que a conclusão das análises ocorra em um ano e meio, visando a futura incorporação da terapia ao SUS de forma gratuita, reduzindo custos que, na rede privada, chegam a R$ 2,5 milhões.
A pesquisa também abrange crianças e adolescentes, focando em casos de leucemia linfoide aguda onde a quimioterapia padrão falha. Além disso, o governo anunciou um aporte de R$ 180 milhões para o programa Genomas Brasil, expandindo a estrutura de diagnóstico de doenças raras e utilizando a nova lei de pesquisa clínica para acelerar o desenvolvimento científico no país.
