Trabalhadores denunciam contaminação radioativa em instituto de pesquisa
A Autoridade Nacional de Segurança Nuclear (ANSN) iniciou um processo de solicitação de esclarecimentos após uma denúncia sobre uma possível contaminação por material radioativo no Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen). O instituto está localizado no campus da Universidade de São Paulo (USP), na zona oeste da capital paulista.
Os relatos sobre a contaminação levaram o Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Federal no Estado de São Paulo (Sindsef-SP) e a Associação dos Servidores do Ipen (Assipen) a requererem um posicionamento oficial e providências da direção do Ipen e da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), órgão do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).
De acordo com informações divulgadas pelo Sindsef-SP, a situação teria demandado procedimentos emergenciais de descontaminação radiológica e a retenção de roupas dos trabalhadores envolvidos, incluindo terceirizados. A equipe de Proteção Radiológica atuou para controlar o incidente.
As entidades sindicais exigem a divulgação de informações oficiais sobre o ocorrido, detalhando o material radioativo envolvido, o número de trabalhadores potencialmente expostos, os níveis de contaminação registrados, os riscos à saúde e as medidas adotadas pela administração para a contenção.
Os representantes dos trabalhadores enfatizam que já vinham alertando sobre o desmonte e sucateamento do Ipen, além de cobrarem investimentos em infraestrutura, concursos públicos, contratação de servidores e a definição de uma estratégia clara para o Programa Nuclear Brasileiro. Adicionalmente, os exames médicos específicos dos servidores que lidam com materiais radioativos estão atrasados há mais de um ano.
