Brasil e Quênia defendem parceria com a China
Durante a cúpula do G7 na França, os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva, do Brasil, e William Samoei Ruto, do Quênia, defenderam as relações comerciais com a China. Os líderes destacaram que, para países em desenvolvimento, Pequim representa uma oportunidade econômica estratégica, contraponto à visão das potências ocidentais que classificam a influência chinesa como um fator de desequilíbrio para a economia global.
O grupo do G7, composto por França, Reino Unido, Alemanha, Estados Unidos, Japão, Itália e Canadá, criticou em documentos oficiais o superávit chinês de US$ 1,2 trilhão em 2025, além de apontar preocupações com setores como veículos elétricos, terras raras e a valorização do renminbi. Em resposta, o porta-voz chinês Lin Jian afirmou que o país atua conforme as normas internacionais e instou o G7 a respeitar as regras do livre mercado.
O Brasil assinou três dos nove documentos apresentados no encontro, focados no combate ao câncer, proteção de crianças nas redes sociais e combate ao narcotráfico. O governo brasileiro optou por não subscrever os demais textos, argumentando que estes refletem uma visão de mundo exclusiva do G7, divergindo dos interesses de nações não desenvolvidas que buscam alternativas de investimento e parcerias em infraestrutura na América Latina e África.
