Brasil planeja estratégia para exploração industrial de terras raras
O Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE), organização social ligada ao Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), lançou a obra Terras Raras no Brasil: estado da arte, cenários e um mapa do caminho estratégico para 2026–2040. Assinado por dez especialistas, o documento propõe caminhos para a exploração de 17 elementos químicos essenciais para a alta tecnologia, como smartphones, carros elétricos e turbinas eólicas.
O diretor-presidente do CGEE, Anderson Gomes, defende que o Brasil deve transitar de um fornecedor de commodities para um exportador de componentes de alto valor agregado. Com cerca de um quarto das reservas globais, o país busca autonomia industrial. Para sustentar esse projeto, a Universidade Federal de Pernambuco já articula a criação de cursos de pós-graduação em rede visando formar mão de obra qualificada para o setor.
A publicação visa subsidiar debates no Senado Federal sobre o Projeto de Lei 2780/2024, que estabelece a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos. O tema é uma prioridade da Estratégia Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação 2024-2034, com foco no desenvolvimento de tecnologias para beneficiamento e reciclagem mineral, buscando reduzir a vulnerabilidade do Brasil diante de cadeias produtivas globais.
