Cármen Lúcia defende credibilidade institucional no Poder Judiciário
A ministra do Supremo Tribunal Federal, Cármen Lúcia, afirmou que a reestruturação do Poder Judiciário deve priorizar a confiança dos cidadãos na conduta dos magistrados, em vez da busca por popularidade. A declaração ocorreu no encerramento do evento A Justiça do Amanhã, no Rio de Janeiro, que discutiu ética, transparência e o futuro da Justiça brasileira.
Para a ministra, a credibilidade das decisões judiciais está diretamente ligada à isenção e ao cumprimento rigoroso da lei. Cármen Lúcia é relatora do anteprojeto do Código de Ética do STF, iniciativa priorizada pelo ministro Edson Fachin para estabelecer limites sobre conflitos de interesse, incluindo a participação de ministros em eventos empresariais e a atuação de parentes em escritórios de advocacia que litigam no tribunal.
O debate sobre o código ganhou urgência após investigações envolvendo o Banco Master, que citaram integrantes do STF. O ministro Alexandre de Moraes negou contatos com o banqueiro Daniel Vorcaro, enquanto o ministro Dias Toffoli deixou a relatoria de inquérito sobre a instituição após revelações de vínculo societário. A proposta enfrenta divergências internas, especialmente sobre a obrigatoriedade de divulgação de agendas e novas regras de impedimento em julgamentos.
