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Curaçao estreia na Copa do Mundo com gingado caribenho

Curaçao estreia na Copa do Mundo com gingado caribenho

Curaçao estreia na Copa do Mundo com gingado caribenho

Curaçao, a seleção caribenha, tem chamado a atenção por seu ritmo e gingado, amplamente exibidos em suas redes sociais. Jogadores são vistos dançando em treinos, vestiários e até mesmo na pista de desembarque do aeroporto. A menor nação do mundo a participar de uma Copa do Mundo celebra cada momento nos Estados Unidos antes de sua estreia neste domingo (14), às 14h (horário de Brasília), no Estádio de Houston.

Conhecida como “A Onda Azul”, a seleção de Curaçao fará sua primeira participação em uma Copa do Mundo, aproveitando cada segundo. No domingo (14), eles terão pela frente a tetracampeã Alemanha, vencedora em 1954, 1974, 1990 e 2014, que chega com um time renovado para a competição. Vale lembrar que os alemães foram eliminados na fase de grupos nos torneios de 2018 e 2022.

Com um elenco marcado pela diáspora e a maioria dos jogadores nascidos na Holanda, parte do Reino dos Países Baixos, as chances de Curaçao avançar para a fase seguinte da Copa são consideradas difíceis. A equipe está no Grupo E, ao lado da Alemanha, Equador e Costa do Marfim, seleções com maior tradição e experiência em Mundiais.

O Reino dos Países Baixos é composto por Aruba, Curaçao, São Martinho e os Países Baixos (conhecido como Holanda). A autonomia de Curaçao como território permite, sob as regras da Fifa, que a ilha caribenha, situada ao norte da Venezuela, possua sua própria seleção, mesmo sem o reconhecimento de Estado pela Organização das Nações Unidas (ONU).

Originalmente habitada pelo povo Aruaque, Curaçao foi subjugada ao domínio espanhol nos anos 1500, com seus habitantes deportados para trabalhos forçados. Em 1634, a Holanda conquistou o território, transformando Curaçao em um crucial entreposto transatlântico para o comércio de pessoas negras escravizadas. Sua localização estratégica no Mar do Caribe e a presença de um porto natural foram fatores determinantes para os planos holandeses.

Estima-se que aproximadamente 500 mil africanos escravizados pelos holandeses passaram pela ilha antes de serem enviados para as colônias europeias na América Latina. Em março de 2026, a Assembleia Geral da ONU classificou o tráfico transatlântico de africanos escravizados como o mais grave crime contra a humanidade. Esta resolução, aprovada apesar dos votos contrários de Estados Unidos, Israel e Argentina, também recomendou que os Estados-Membros da ONU considerem apresentar desculpas e contribuir para um fundo de reparação pelo duradouro legado da escravidão global.

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