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Funcionários da Meta demitidos após treinar inteligência artificial

Funcionários da Meta demitidos após treinar inteligência artificial

Funcionários da Meta demitidos após treinar inteligência artificial

Mais de 700 funcionários da Covalen, empresa contratada pela Meta em Dublin, na Irlanda, foram notificados de que seus postos de trabalho estão em risco. A decisão foi anunciada em uma reunião virtual sem espaço para questionamentos, conforme relatado por Nick Bennett. Entre os afetados, cerca de 500 profissionais atuavam como anotadores de dados, responsáveis por revisar conteúdos gerados por modelos de inteligência artificial para identificar materiais perigosos ou ilegais.

A Meta justificou a medida afirmando que pretende implementar sistemas de IA mais avançados, reduzindo a necessidade de moderação humana terceirizada. Funcionários descreveram a situação como irônica, destacando que o trabalho pesado de criar prompts para testar as falhas de segurança da IA acabou servindo como base para que a própria tecnologia substituísse seus criadores. Além da demissão, os trabalhadores enfrentam um período de carência de seis meses que os impede de atuar em outras contratadas da Meta.

O cenário reflete uma tendência global de cortes no setor de tecnologia, que já soma cerca de 900 mil demissões desde 2020. Com a meta de investir 135 bilhões de dólares em IA até 2026, a Meta segue uma trajetória de enxugamento de custos, somando esta à terceira rodada de demissões no ano, que inclui cortes de 10% da força de trabalho global da companhia. Sindicatos como o CWU e a UNI Global Union classificam a postura como o tratamento descartável de profissionais essenciais para o desenvolvimento dessas tecnologias.

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