Mercado de trabalho resiliente mantém desemprego baixo no Brasil
A demanda generalizada por mão de obra em diversos setores tem garantido a resiliência do mercado de trabalho brasileiro. Segundo Adriana Beringuy, coordenadora de Pesquisas por Amostra de Domicílios do IBGE, essa diversificação é fundamental para sustentar os níveis de emprego e amortecer impactos macroeconômicos, como a manutenção de taxas de juros elevadas.
Dados da PNAD-Contínua divulgados pelo IBGE apontam que a taxa de desemprego atingiu 5,8% no trimestre encerrado em abril. O índice representa um recuo de 0,8 pontos percentuais frente ao mesmo período de 2025, embora denote uma alta de 0,4 pontos percentuais na comparação com o trimestre anterior. O rendimento real habitual dos trabalhadores alcançou R$ 3.732, registrando um crescimento de 5,3% ao ano, enquanto a massa de rendimento total chegou a R$ 377 bilhões.
O cenário de estabilidade também se reflete em diversos indicadores: o setor privado com carteira assinada mantém 39,3 milhões de trabalhadores, enquanto o setor público apresentou expansão anual de 3,4%, totalizando 12,9 milhões de pessoas. Já a população desalentada recuou 15,3% no ano, somando 2,6 milhões. Sobre possíveis reflexos de conflitos externos, como a guerra no Oriente Médio, a coordenadora avalia que, por ora, os impactos permanecem restritos à variação de preços de combustíveis, sem reflexos diretos detectados no mercado laboral.
