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Plano de proteção para o tatu-bola brasileiro

Plano de proteção para o tatu-bola brasileiro

Plano de proteção para o tatu-bola brasileiro

O tatu-bola, mascote da Copa do Mundo de 2014, enfrenta riscos contínuos de extinção devido à perda de habitat. O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) classificou a espécie, conhecida como Tolypeutes tricinctus, como em perigo na lista de fauna ameaçada, motivando o lançamento de um novo plano de proteção nacional para este ano.

Flávia Miranda, coordenadora científica do Programa de Conservação do Tatu-bola da Associação Caatinga, aponta que empreendimentos energéticos, como usinas solares e parques eólicos, além da agropecuária, restringem a sobrevivência da espécie. O animal, típico da Caatinga, também sofre pressões pela caça predatória e falta de planos de manejo adequados em unidades de conservação, como o Refúgio de Vida Silvestre Tatu-bola em Pernambuco, que, segundo o biólogo Felipe Melo da UFPE, permanece inoperante há 11 anos.

Para reverter o quadro, o governo federal busca fortalecer a preservação através do Plano de Ação Nacional para Conservação do Tamanduá-Bandeira, Tatu-Canastra e o Tatu-Bola (PAN Tatá), liderado pelo ICMBio. A estratégia inclui o mapeamento genético e a expansão de áreas protegidas, como a ampliação de 92 mil hectares no Parque Nacional da Serra das Confusões, no Piauí, visando garantir a sobrevivência deste engenheiro de ecossistema.

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