Stablecoins dominam volume de ativos cripto na Receita
As stablecoins, criptomoedas projetadas para manter paridade com moedas fiduciárias como o dólar e o real, tornaram-se predominantes no mercado brasileiro. Segundo a Receita Federal, esses ativos representaram cerca de 80% do volume total negociado em 2025.
Este cenário precede a implementação da DeCripto, plataforma de declaração que entra em vigor em julho. Baseada na Instrução Normativa RFB nº 2.291, a ferramenta alinha o Brasil ao Crypto-Asset Reporting Framework (CARF) da OCDE, visando combater lavagem de dinheiro e evasão de divisas.
Entre agosto de 2019 e dezembro de 2025, foram declarados R$ 1,58 trilhão em operações de criptoativos, sendo R$ 1,13 trilhão composto por stablecoins. A USDT lidera o segmento com 88,7% do volume, seguida pela USDC com 7,1% e a BRZ com 3,4%.
Com a nova norma, prestadoras de serviços de ativos digitais sediadas no exterior que operam no Brasil passam a ter a obrigatoriedade de reportar transações de clientes nacionais, seguindo a Lei nº 14.754/2023, independentemente de haver tributos a pagar.
