Anistia Internacional aponta falha do Facebook na moderação
Um teste conduzido pela Anistia Internacional Brasil revelou falhas críticas no sistema do Facebook para barrar a disseminação de desinformação eleitoral. A pesquisa, divulgada na última terça-feira (25), ocorreu a 40 dias do primeiro turno das eleições gerais, marcado para 4 de outubro.
A organização enviou 15 anúncios pagos à plataforma, sendo 14 deles contendo conteúdos deliberadamente falsos ou antidemocráticos. Deste total, mais da metade teve a veiculação aceita pelo algoritmo da Meta. Os conteúdos, que incluíam desde incentivos a revoluções militares até informações incorretas sobre o funcionamento das urnas e dados falsos sobre candidatos, foram programados para serem cancelados antes de ganharem visibilidade pública.
Jurema Werneck, diretora-executiva da Anistia Internacional Brasil, classificou o resultado como alarmante. Em resposta, a Meta afirmou que a amostra foi pequena e não reflete a totalidade de seus processos de segurança. Enquanto isso, o Tribunal Superior Eleitoral reforça, por meio das resoluções 23.610/2019, 23.732/2024 e 23.755/2026, que as plataformas possuem a obrigação legal de impedir a circulação de fatos sabidamente inverídicos que comprometam a integridade do processo eleitoral brasileiro.

